História da CNEC

Nossa História

“Um ginásio apenas era nossa meta, mas a ideia se espalhou pelos generosos corações brasileiros e
transformou-se na maior obra de ensino comunitário das Américas (...)” – Felipe Tiago Gomes (fundador)

A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) surgiu em 1943, em Recife (PE), para atender crianças e jovens que não possuíam ofertas de estudos pelo poder público ou não tinham condições financeiras para ingressar em colégios privados.

Do sonho de um jovem acadêmico de Direito, o visionário Felipe Tiago Gomes, a Instituição implantou um modelo brasileiro de escolas no Brasil que envolvia a comunidade na construção da missão do projeto. O então movimento Ginasiano Pobre foi acolhido como uma ponte para a participação, o desenvolvimento e a independência das regiões mais interiorizadas.

De caráter filantrópico, a CNEC mantém seus valores pautados na formação de líderes capazes de mobilizar iniciativas pelo bem comum. Com mais de 75 anos de tradição, celebrou, em 2018, a terceira geração de “cenecistas”. Depois de avós e pais, agora a CNEC forma netos.

A Instituição

A CNEC continua se reinventando e é referência em educação de qualidade com tradição de mercado e participação comunitária, formando milhares de brasileiros competentes para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. A formulação estratégica da CNEC valoriza a formação integral do ser, fazendo parte de sua formação desde a educação infantil à construção de seu projeto de vida e da continuidade dos estudos ao longo de sua caminhada. Com olhar direcionado às novas tendências e aos desafios da contemporaneidade, a CNEC expande sua atuação, ciente de seu papel transformador na sociedade.

A História do Fundador

Felipe Tiago Gomes nasceu na cidade de Picuí (PB), em 01 de maio de 1921. De origem humilde, seus pais exerciam atividade agrícola. Como enfrentou dificuldades de acesso à educação, o caçula – a família era constituída de cinco filhos – foi alfabetizado por sua irmã Francisca. Depois frequentou a escolinha de Dona Natívia e a escola pública local.

Com a ajuda de seu professor do primário, Dr. Manoel Pereira do Nascimento, foi estudar no Colégio Pio XI, em Campina Grande. Ao final do primeiro ano ginasial, o diretor do colégio convidou Felipe para trabalhar e, assim, continuar os estudos no local.

Abalado pela morte da mãe e com muitas dificuldades financeiras, voltou para Picuí. Alguns parentes, vendo o anseio do jovem em crescer na vida, arrecadaram uma certa quantia em dinheiro para que ele pudesse ir atrás do sonho de cursar Direito. Ele foi, então, para Recife (PE) e conseguiu matricular-se no Ginásio de Pernambuco mediante atestado de pobreza.

Alcançando sua missão

Já como acadêmico, Felipe resolveu criar um ginásio para o estudante pobre. Convocou outros colegas que se entusiasmaram e, assim, se fundou a Campanha do Ginasiano Pobre, que futuramente se chamaria Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).

Felipe dedicou, literalmente, toda a vida para essa campanha. Exerceu um verdadeiro sacerdócio. Não constituiu família. Seus companheiros cenecistas tornaram-se sua família. Não acumulou bens. Os poucos que recebeu de herança ou ganhou de presente, doou-os à CNEC.

No dia 21 de setembro de 1996, aos 75 anos de idade, morreu em Brasília, onde foi sepultado. Quinze anos mais tarde, seus restos mortais e da sua irmã Maria Gomes foram para um memorial que leva seu nome na cidade natal de Picuí.

A trajetória de vida e de dedicação do professor Felipe Tiago Gomes à promoção da educação foi eternizada em uma biografia escrita pela autora Gisele Macedo. A obra "Felipe Tiago Gomes - A Campanha" foi lançada nacionalmente em 2018, durante as comemorações dos 75 anos de história da CNEC. Acesse aqui a obra.